Broca Presas, Matemática e Muito Chá: Um Dia Normal na Obra

Olá, sorrisos! A Dra. Rocío está de volta, e hoje não venho falar de dentes, mas sim de uma batalha épica. A batalha contra uma broca teimosa! Sim, meus amigos, hoje a nossa aventura foi com uma parafusadora elétrica à qual não conseguíamos tirar a broca.

11/10/20253 min read

Juntámo-nos, eu, a Carmen e a Sandra, para colocar os puxadores nos cómodos e nas portinhas. E também para instalar o dispensador de toalhas de papel. Tudo a postos para tornar a clínica ainda mais fantástica! Mas quando fomos fazer o furo na parede... a broca estava presa. Muito, muito presa.

Fizemos de TUDO para a tirar. De tudo mesmo!

  • Pusemos óleo de turbinas (sim, leu bem).

  • Colocámos WD-40.

  • Usámos toda a nossa força.

A Carmen, que faz imensa ginástica, tem uma força extraordinária. Um dia, durante a obra, agarrou num móvel de canto e levantou-o sozinha! Ela diz que é porque costumava levantar os avozinhos que cuidava. Não sei, não sei... eu não tenho essa força. Se tenho de levantar uma coisa daquelas, vou chorar para a casa de banho. Mas pronto, cada um tem os seus talentos, não é?

E então, depois de muito tentar, lá fomos buscar outra furadeira e fizemos o buraco. Mas, atenção! A bucha que vinha com o aparelho não era suficiente. Por isso, amanhã tenho de levar uma bucha própria para o parafuso correto. Ai, que raiva que me deu! Outro contratempo.

Mas, pronto, ultimamente navego no mar dos contratempos com esta obra. No entanto, e isto é um segredo... supostamente terminam-na no sábado! Ou na sexta! Foi o que me disseram. E depois vou nadar no mar da burocracia. E eu não sei nadar assim, mas vou aprender! Tudo se aprende, é para isso que fazemos tantos cursos.

E hoje fizemos um curso intensivo de "como ser autodidata"! Tivemos de encontrar o centro da porta de cada gaveta, a frente de cada gaveta, a frente de cada porta... onde posicionar os puxadores. Tivemos de fazer um montão de cálculos matemáticos!

E isto lembra-me uma coisa. Já vos contei que também sou licenciada em Gestão de Recursos Humanos? Pois é. Quando terminei o secundário – que era com orientação de perito mercantil, aqueles que fazem contas (não gosto!) – disse: "Não, vou estudar uma faculdade que não tenha nada a ver com isso!" Porque eu sempre quis ser dentista.

Então, inscrevi-me na Universidade de Buenos Aires para Medicina e, por causa de um namorado, também em Odontologia em La Plata. Acabei por entrar em La Plata. Um dia conto essa história! Depois tive de deixar de estudar por problemas logísticos de tempo. E então, fiz outra licenciatura. Trabalhava numa empresa e, pronto, nessa licenciatura havia imensa contabilidade! E eu disse: "Só vou fazer isto por necessidade económica."

Acabei o curso de Recursos Humanos ao mesmo tempo que estudava Odontologia na CESPU. Tive de deixar a CESPU porque a minha mãe adoeceu e tive de viajar para a Argentina. Quando voltei, mudei de faculdade. Na faculdade para onde fui, havia imensos estrangeiros, e eu não era a única. E na carreira, encontrei-me outra vez com a matemática! Mas não com contabilidade, porque em Recursos Humanos já tinha feito contabilidade e análise matemática.

Há um montão de coisas que, quando se estuda na faculdade, se gosta. E um montão de coisas que se tem de saber, porque há uma razão para elas existirem. E hoje aplicámos a matemática com as meninas e encontrámos o centro das portas e das frentes para colocar os puxadores! Foi um feito e tanto, e divertimo-nos imenso.

Depois, para furar por fora, fizemos uma régua, uma frente falsa de cartão. Fizemos todos os cálculos matemáticos e ficou... perfeito! E todos os cómodos foram postos por mulheres, e todos os puxadores também!

Está bem, vamos ser sinceros: o mérito é todo da Sandra, a filha da Carmen. Mas pronto!

Um dia destes conto-vos sobre o canil da Sandra, onde ela trabalha. É um canil muito giro, mas isso fica para outra nota.

Agora vou descansar e beber um chazinho.

Um beijinho!
Tchau, tchau!

A Dra. Rocío.